Dia Internacional do Livro Infantil
sexta-feira, 28 de março de 2014
Semana da Leitura
Atividades da Semana da Leitura que decorreram entre 17 e 21 de março centradas na Língua Portuguesa, que celebram 800 anos de conhecimento dos seus textos mais antigos.
- Esta feita de leitura na Rede das Bibliotecas de Faro (BMF e BE)
- Elaboração de mensagens e poesias alusivas ao Dia Mundial da Poesia e da Árvore
- Exposição de livros e mensagens dos alunos num tronco de árvore na BE
- Leitura de histórias nas diferentes turmas pelas professoras / alunos da escola
- Realização de um cartaz com o título "Ler é..."
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
Comemorações do Dia da Internet mais Segura
No dia 11 de fevereiro (próxima terça) vamos comemorar o dia da Internet mais segura com jogos, palavras cruzadas e atividades diversas.
Esperamos por ti das 8:30 às 16:30.
Podes começar a treinar:
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Proposta de atividade de S. Valentim
Após a leitura da carta de Ophélia a Fernando Pessoa,
deixa uma mensagem de amizade/amor a alguém que admires: pais, irmãos, avós, amigos, professores…
na caixa colocada no interior da Biblioteca, especialmente para o efeito.
Pouco importa o destinatário, o que interessa é que
sejas capaz de escrever uma frase,
um poema, uma carta, ou um desenho e
dedicá-lo à pessoa de que mais gostas.
Esperamos por ti!
"
Meu Fernandinho lindo
Tu vais perdoar o teu bebezinho te escrever hoje a
lápis, mas é-me impossível fazê-lo a tinta, e como de forma alguma queria
deixar de te escrever e já passa de meia-noite não posso esperar para mais
tarde porque já tenho muito soninho. E o meu querido amor já está deitadinho?
Não calculas como tenho estado hoje satisfeita! Até tenho comido melhor. Vês o
que faz eu gostar tanto tanto de ti? Com que então no Domingo condenas-me a não
ter a alegria de te ver! Paciência. Saio. Olha vou ao Rego à minha irmã. Mas
apesar de me não veres pensarás muito em mim? Deus queira que sim? Estás então
muito cansadinho de trabalhares tanto! Coitadinho do meu amorzinho que tem tido
tanta maçada por causa da casa, mas também depois descansas.
Eu hoje ainda não falei com a minha irmã
nada a nosso respeito, falo amanhã. Eu
então
sou amorzinho pequenininho? Mas olha que o meu amor por ti é bem grandinho…
Disseste-me hoje que se eu estava habituada e gostava
de divertimentos que tinha escolhido mal o homem. Mas diz meu amor, que maior
divertimentos aspiro eu que não seja o de estar junto de ti?! Viver contigo e
sermos muito muito amiguinhos?! (Como havemos de sê-lo).Desejosa estou eu por
tão grande felicidade!
Não te esqueças do retrato «Nininho».
Não me faças esperar muito!
Amanhã lá nos encontraremos no nosso ponto de
encontro.
Mostrei o meiguinho a minha mãe, achou muita piada.
[…]
Adeus e nunca, nunca te esqueças do teu bebezinho,
não?
Agradeço muito os teus beijinhos – e envio-te milhares
deles na impossibilidade de o fazer pessoalmente, temos que nos limitarmos a
transmiti-los desta forma.
Sou e serei sempre muito tua amiguinha
Ofélia
Queiroz
Oh!
como eu queria riscar da minha vida todo o tempo que não passo junto de ti.
24-3-920 - Meia noite e meia hora
"
Autor(a) do mês: Alice Vieira
Alice Vieira nasceu em 1943 em
Lisboa. É licenciada em Germânicas pela Faculdade de Letras da Universidade de
Lisboa. Em 1958 iniciou a sua colaboração no Suplemento Juvenil do Diário de
Lisboa e a partir de 1969 dedicou-se ao jornalismo profissional. Desde 1979 tem
vindo a publicar regularmente livros tendo, atualmente editados na Caminho,
cerca de três dezenas de títulos.
Recebeu
em 1979, o Prémio de Literatura Infantil Ano Internacional da Criança com Rosa,
Minha Irmã Rosa e, em 1983 com Este Rei que Eu Escolhi, o Prémio Calouste
Gulbenkian de Literatura Infantil e em 1994 o Grande Prémio Gulbenkian, pelo
conjunto da sua obra. Recentemente foi indicada pela Secção Portuguesa do IBBY
(International Board on Books for Young People) como candidata portuguesa ao
Prémio Hans Christian Andersen. Trata-se do mais importante prémio
internacional no campo da literatura para crianças e jovens, atribuído a um
autor vivo pelo conjunto da sua obra.
Alice
Vieira é hoje uma das mais importantes escritoras portuguesas para jovens,
tendo ganho grande projeção nacional e internacional. Várias das suas obras
foram editadas no estrangeiro.
in:
http://alicevieira.net/biografia/biografia.htm
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Tanto pó que anda no ar...
Estás à espera que o teu livro que leste nas férias do Natal ganhe pó? Devolve-o à tua Biblioteca Escolar!
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Natal na BE
O Natal está a chegar a galope.
Já temos muitas cartas para o Pai Natal prontas para serem enviadas para o Polo Norte.
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
A Coroa de Natal
Sabias que...
O uso de coroas como decoração é um costume antigo. Os romanos usavam ramos verdes que enrolavam nas suas coroas. Também exibiam coroas de ramos verdes nas suas portas como sinal de saúde para todos os que lá habitavam.
A coroa de Natal carateriza-se por ser feita de galhos verdes entrelaçados, de cipreste ou abeto, que representam a vida. Os seus galhos verdes, mesmo no inverno, significa que os cristãos devem manter a fé e a esperança, apesar de todas as contrariedades.
A coroa de Natal forma um círculo que representa a união existente entre Deus e os Homens, símbolo contínuo e eterno de amor a Deus e ao próximo e Dele pelos Homens.
Tradicionalmente, é decorada com quatro velas que representam as quatro semanas do Advento. As velas são acesas, uma a uma, a cada domingo, até estarem todas acesas. As velas indicam a proximidade do nascimento de Jesus, o Salvador, que trará luz ao mundo. Representam também a fé, a celebração e a alegria pelo Seu nascimento. A primeira vela a ser acesa representa o perdão que Deus concedeu a Adão e Eva; a segunda vela representa a fé de Abraão, a quem se anunciou a terra prometida; a terceira vela recorda a alegria do rei David quando Deus prometeu eterna aliança; a quarta e última vela lembra os ensinamentos dos profetas, que anunciaram a vinda do Salvador. Normalmente, as cores das velas acompanham as cores das vestes litúrgicas do sacerdote nesta época (cor roxa para as velas que correspondem ao primeiro, segundo e quarto domingo, e a cor rosa para a vela do terceiro domingo).
A colocação da fita e do laço vermelho, envolvendo a grinalda, simbolizam o amor de Deus por todos nós, renascido pela vinda de Jesus.
As bolas, frutas ou pinhas que se podem colocar na coroa representam o fruto do Espírito Santo que sai dos corações de cada cristão.
A colocação da coroa de Natal numa casa representa a presença de Jesus nesse lar. É costume ser posta na porta de entrada, mas pode também pode ser colocada dentro de casa.
O uso de coroas como decoração é um costume antigo. Os romanos usavam ramos verdes que enrolavam nas suas coroas. Também exibiam coroas de ramos verdes nas suas portas como sinal de saúde para todos os que lá habitavam.
A coroa de Natal carateriza-se por ser feita de galhos verdes entrelaçados, de cipreste ou abeto, que representam a vida. Os seus galhos verdes, mesmo no inverno, significa que os cristãos devem manter a fé e a esperança, apesar de todas as contrariedades.
A coroa de Natal forma um círculo que representa a união existente entre Deus e os Homens, símbolo contínuo e eterno de amor a Deus e ao próximo e Dele pelos Homens.
Tradicionalmente, é decorada com quatro velas que representam as quatro semanas do Advento. As velas são acesas, uma a uma, a cada domingo, até estarem todas acesas. As velas indicam a proximidade do nascimento de Jesus, o Salvador, que trará luz ao mundo. Representam também a fé, a celebração e a alegria pelo Seu nascimento. A primeira vela a ser acesa representa o perdão que Deus concedeu a Adão e Eva; a segunda vela representa a fé de Abraão, a quem se anunciou a terra prometida; a terceira vela recorda a alegria do rei David quando Deus prometeu eterna aliança; a quarta e última vela lembra os ensinamentos dos profetas, que anunciaram a vinda do Salvador. Normalmente, as cores das velas acompanham as cores das vestes litúrgicas do sacerdote nesta época (cor roxa para as velas que correspondem ao primeiro, segundo e quarto domingo, e a cor rosa para a vela do terceiro domingo).
A colocação da fita e do laço vermelho, envolvendo a grinalda, simbolizam o amor de Deus por todos nós, renascido pela vinda de Jesus.
As bolas, frutas ou pinhas que se podem colocar na coroa representam o fruto do Espírito Santo que sai dos corações de cada cristão.
A colocação da coroa de Natal numa casa representa a presença de Jesus nesse lar. É costume ser posta na porta de entrada, mas pode também pode ser colocada dentro de casa.
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
"A verdadeira história do Pai Natal", por Colette Seigue
As
ruas da cidade estão enfeitadas com iluminações coloridas. Há tantas luzinhas!
Parece que todas as estrelas do céu caíram e ficaram presas nas janelas… O
Gonçalo sonha… Enquanto olha pela vidraça para a neve branca e leve.
Esta
noite o Pai Natal vai passar!
Vem
então aninhar-se nos braços da sua mãe. Tem tantas coisas para lhe perguntar…
—
Mãe, onde mora o Pai Natal? O que é que ele faz durante todo o ano, enquanto
espera pela época do Natal? E como é que ele me vai trazer os brinquedos que eu
pedi?
—
Vá lá, tem calma, diz-lhe a mãe. Se quiseres levo-te ao país do Pai Natal! Vou
contar-te a verdadeira história do pai Natal…
O
Pai Natal vive numa casinha muito pequena que fica no meio da neve e dos
glaciares, longe, muito longe daqui. Está tão bem escondida entre os pinheiros,
que ninguém consegue vê-la. É uma casinha muito quentinha e muito acolhedora
porque o Pai Natal é muito sensível… Mas, nunca lá entrou ninguém! Ele é um
velhinho bondoso, mas não gosta de curiosos…
—
Mãe, se eu pudesse espreitar pela janela, achas que conseguia ver o piano
elétrico que pedi?
—
Oh! não. Irias perturbar o Pai Natal: na sua oficina, diante da velha banca de
trabalho, com as ferramentas, que continuam sempre novas, ele fabrica os
brinquedos para todas as crianças do mundo. Ele aplaina, corta, martela, cola,
pinta… Ah! Ele tem muito trabalho!…
Mas
o Pai Natal acaba de olhar para o calendário…
“Como?
Hoje é dia 24 de Dezembro? Já?” Há um ano que ele trabalha, todos os dias, para
que os brinquedos de todas as crianças do mundo estejam prontos. “Rápido, o meu
cesto! Mas o meu casaco está cheio de pó e as minhas botas precisam de ser
engraxadas… Ah! Ai Ai! Não tenho tempo…”
Com
uma escovadela, a poeira desaparece e o casaco fica novamente bem vermelho, a
gola recupera a cor da neve e as botas brilham como um espelho.
A
porta abre-se ruidosamente com um golpe de um casco.
“Temos
fome!”, gritam “Stem” e “Schuss”, as duas renas do Pai Natal, as duas únicas
renas do mundo que sabem falar.
“Não
me esqueci de vós! Tenham um pouco de paciência, as duas… Tenho de calçar as
botas”, resmunga o Pai Natal.
O
Pai Natal tem bastante dificuldade em calçar as suas botas. Há um ano que não o
fazia e os seus pés já não estavam habituados a um espaço tão estreito… Mas,
por fim lá consegue! Lá vai ele ter de sair da sua casinha… ela é tão quentinha
e tão acolhedora! E lá fora, naquele grande frio glacial, a neve é tão espessa!
E ainda por cima é preciso levar aqueles embrulhos todos… Há tantos e o cabaz é
tão pesado!
—
O que é um cabaz?, pergunta o Gonçalo.
—
É um grande cesto em vime onde o Pai Natal leva todos os brinquedos. Para
caminhar, ele põe-no às costas. Vês como o cesto vai carregado!
Apesar
da neve espessa e do frio, “Stem” e “Schuss” estão radiantes: é noite de Natal!
Elas vão ter a mais bela saída do ano. O Pai Natal prepara-as com todo o
cuidado. E, enquanto as atrela, acaricia-as com suavidade. Depois, carrega o
seu trenó mágico com embrulhos multicolores que nunca mais acabam! Será que já
estão todos? “Não me posso esquecer de ninguém! Não poderemos voltar para trás,
porque esta noite vamos estar muito longe!”, diz ele às suas renas.
—
Diz-me, mãe, ele vai passar por nossa casa?
—
Claro! O Pai Natal não se esquece de ninguém…
Chegou
a hora da partida! O Pai Natal comanda as suas renas. “Juntas, juntinhas, voai,
voai, minhas queridinhas!” E logo o trenó sobe em direção às estrelas.
Um
último olhar para a sua pequena casinha, para verificar se as luzes estão
apagadas, e aí vão eles pelo céu escuro… Ao longe, o trenó luminoso parece-se
com uma estrela cadente que tilinta como uma campainha: “Tlintlim! Tlintlim!”.
O Pai Natal também está muito contente. Por isso canta a canção de Natal que
ensinou a “Stem” e a “Schuss”, as duas únicas renas do mundo que sabem cantar.
É uma canção tão bonita que embala a Lua e afasta as nuvens…
—
Oh! mãe, parece que estou a ouvir…
Depois
de uma viagem muito, muito longa, o trenó chega à cidade adormecida e fica a
pairar por cima dela. De repente, para, como por encanto, ao lado do telhado de
uma grande casa. “Stem” e “Schuss” também sabem fazer alguns truques de magia!
O Pai Natal olha para a casa silenciosa. É preciso que todas as luzes estejam
apagadas! Então, carregando o seu cesto, ele entra na chaminé! Mas resmunga um
pouco…
“Ui!
Ou a minha barriga está muito grande, ou este ano as chaminés estão demasiado
estreitas! Vamos lá a uma escorregadela por aqui abaixo!”
—
E eu escondia-me e ficava muito quieto a ver o Pai Natal, diz o Gonçalo!
—
Oh não! Ouvi dizer que ele não distribui brinquedos aos meninos que não estão a
dormir…
Está
bem escuro dentro de uma chaminé! Felizmente o pinheiro tem muitas luzinhas
acesas. Senão como é que o Pai Natal descobriria o caminho?
“Ora
vejamos! Não me posso enganar. A Carolina pediu-me uma casinha de bonecas e o
Paulo um robô. Hum!… E a Camila, a bebé da casa, já não me lembro… Ora vamos lá
a ver a carta com os pedidos… É isso: um ursinho de peluche! E ainda um osso
com música para Piloto, o cãozinho…” E assim, durante toda a noite, o Pai Natal
passa pelas casas de todas as crianças do mundo.
Sabias
que há crianças que põem duas cenouras junto à chaminé para “Stem” e para
“Schuss”, as renas do Pai Natal?
O
Pai Natal terminou a sua viagem. “Adeus, meninos e meninas! O dia está a
começar: temos de voltar para casa! “Juntas, juntinhas, voai, voai, minhas
queridinhas!” E o trenó do Pai Natal eleva-se no ar com suavidade. Atrás dele,
uma grande nuvem cor-de-rosa esconde-o até a cidade ficar bem longe. As
crianças estão quase a acordar e o Pai Natal não se quer mostrar. Ele ainda tem
uma longa viagem a fazer até à sua pequena casinha, longe, longe, muito longe
daqui.
—
Como eu gostaria de andar naquele trenó, diz o Gonçalo, a sonhar…
Depois
da sua longa, longa viagem de regresso, o Pai Natal chega finalmente a casa.
Deixa-se escorregar com prazer sobre a poltrona. Está tão cansado que nem
descalçou uma das botas… Mas sorri, muito feliz. Ele sonha com a alegria de
todas as crianças do mundo que, agora, rasgam os papéis dos embrulhos para
descobrirem os seus brinquedos!
“Acho
que não me esqueci de ninguém…”
“Stem”
e “Schuss” estão um bocadinho tristes. Elas olham para o cesto vazio com alguma
pena… Mas também estão muito orgulhosas por terem galopado tão bem por entre as
estrelas. E que elas conhecem perfeitamente todos os caminhos do céu…
—
Mãe, será que eu posso pôr duas cenouras perto da chaminé?, pergunta o Gonçalo
a suspirar.
Chegou
a noite de Natal…
O
Gonçalo pôs os seus sapatos junto à chaminé e deixou uma pequena vela acesa
perto do pinheiro. O Pai Natal precisa de luz para ler a carta com os seus
pedidos… Para que não se esqueça de nada!
Querido
Pai Natal,
Gostaria
de ter uma bicicleta de montanha para subir e descer as colinas, e aquele livro
que vi na biblioteca, e um piano, e uma caixa confortável para que o meu
ratinho branco fique bem quentinho quando chove.
Obrigado,
Pai Natal!
Gonçalo
O
Gonçalo sonha… Que história! E como esta é uma história verdadeira, deve ser um
verdadeiro Pai Natal…
Colette Seigue; Téo Puebla
A verdadeira história do Pai Natal
Porto, Porto Editora, 1995
Adaptado
A verdadeira história do Pai Natal
Porto, Porto Editora, 1995
Adaptado
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
O LEITOR do mês
A história do Pai Natal
As
raízes da história do Pai Natal remontam ao folclore europeu e influenciaram as
celebrações do Natal por todo o mundo.
A figura do Pai Natal baseia-se em S. Nicolau, padroeiro da Rússia, da Grécia, dos marinheiros e das crianças.
A única coisa que se sabe com certeza sobre a vida de S. Nicolau é que este foi bispo de Mira na Lícia, que se situa no sudoeste da Ásia Menor, no século IV d.C.
Por
isso meninos e meninas, se querem que o Pai Natal vos responda, escrevam para:
Círculo Polar
Finlândia
O Pai Natal é associado à ideia de um homem já com uma certa idade, gorducho,
de faces rosadas, com uma grande barba branca, que veste um fato vermelho e que
conduz um trenó puxado por renas que conseguem voar mesmo não tendo asas.
Segundo a lenda, na noite de Natal este simpático senhor visita todas as casas,
desce pela chaminé e deixa presentes a todas as crianças que se comportaram bem
durante todo o ano.
A
personagem do Pai Natal baseia-se em S. Nicolau e a ideia de um velhinho de
barba branca num trenó puxado por renas (o mesmo transporte que é usado na
Escandinávia) foi introduzida por Clement Clark More, um ministro episcopal,
num poema intitulado de "An
account of a visit from Saint Nicolas" (tradução: Um
relato da visita de S. Nicolau) que começava de seguinte modo “'The night
before Christmas” (que em português significa "Na noite antes do
Natal"), em 1822. More escreveu este poema para as suas filhas e
hesitou em publicá-lo porque achou que dava uma imagem frívola do Pai Natal.
Contudo, uma senhora, Harriet Butler, teve acesso ao poema através do filho de
More e decidiu levá-lo ao editor do jornal Troy Sentinel, em Nova Iorque, o
qual publicou o poema no Natal do ano seguinte em 1823. A partir daí, vários
jornais e revistas publicaram o poema, mas sempre sem se mencionar o seu autor.
Só em 1844, é que More reclamou a autoria do poema!
O
primeiro desenho que retratava a figura do Pai Natal tal como hoje o conhecemos
foi feito por Thomas Nast e foi publicado no semanário “Harper’s Weekly” no ano
de 1866. Assim, a criação da imagem atual do Pai Natal não é da autoria da
Coca-Cola, como muitos pensam.
A figura do Pai Natal baseia-se em S. Nicolau, padroeiro da Rússia, da Grécia, dos marinheiros e das crianças.
A única coisa que se sabe com certeza sobre a vida de S. Nicolau é que este foi bispo de Mira na Lícia, que se situa no sudoeste da Ásia Menor, no século IV d.C.
Antes
de estar relacionado com as tradições e lendas de Natal, S. Nicolau era
conhecido por salvar marinheiros das tempestades, defender crianças e por
oferecer generosos presentes aos mais pobres.
Pode-se duvidar da autenticidade de muitas das histórias relacionadas com S. Nicolau, mas mesmo assim a lenda espalhou-se por toda a Europa e a sua figura ficou associada a um distribuidor de presentes. Os símbolos de S. Nicolau são três bolas de ouro. Diz a lenda que numa ocasião ele salvou da prostituição três filhas de um homem pobre ao oferecer-lhes, em três ocasiões diferentes, um saco de ouro; uma outra lenda é que depois da sua morte salvou três oficiais da morte aparecendo-lhes, para isso, em sonhos.
Pode-se duvidar da autenticidade de muitas das histórias relacionadas com S. Nicolau, mas mesmo assim a lenda espalhou-se por toda a Europa e a sua figura ficou associada a um distribuidor de presentes. Os símbolos de S. Nicolau são três bolas de ouro. Diz a lenda que numa ocasião ele salvou da prostituição três filhas de um homem pobre ao oferecer-lhes, em três ocasiões diferentes, um saco de ouro; uma outra lenda é que depois da sua morte salvou três oficiais da morte aparecendo-lhes, para isso, em sonhos.
O
dia de S. Nicolau era originalmente celebrado no dia 6 de Dezembro, sendo este
o dia em que se recebiam os presentes. Contudo, depois da reforma, os
protestantes germânicos decidiram dar especial atenção a ChristKindl, ou seja,
ao Menino Jesus, transformando-o no “distribuidor” de presentes e transferindo
a entrega de presentes para a Sua festa a 25 de Dezembro. Quando a tradição de
S. Nicolau prevaleceu, esta ficou colocada no próprio dia de Natal. Assim, o
dia 25 de Dezembro passou a englobar o Natal e o dia de S. Nicolau. Contudo, em
1969, devido à vida do santo estar escassamente documentada, o Papa Paulo VI
ordenou que a festa de S. Nicolau fosse retirada do Calendário Oficial Católico
Romano.
Mesmo
assim, todos os anos, na época de Natal, em muitas partes do mundo, anúncios,
cartões de boas festas, decorações sazonais e a presença de pessoas vestidas de
Pai Natal documentam a moderna lenda do Santa Claus (contração de Santus
Nicholaus). Crianças de todo o Mundo escrevem cartas ao Pai Natal, nas quais
dizem quais são os seus desejos, e, na noite de Natal, algumas deixam-lhe
comida e bebida para uma rápida merenda.
Como já foi dito anteriormente pode duvidar-se da autenticidade de algumas das
histórias relacionadas com S. Nicolau.
Ele viveu em Mira na Lícia, no sudoeste da Ásia Menor (onde hoje se situa a Turquia). Filho de Eipifânio e Joana, devotos cristãos, que lhe deram o nome de Nicolau que significa “pessoa virtuosa”, este nasceu em 350 d.C., em Patara, uma cidade com um porto movimentado.
Ele viveu em Mira na Lícia, no sudoeste da Ásia Menor (onde hoje se situa a Turquia). Filho de Eipifânio e Joana, devotos cristãos, que lhe deram o nome de Nicolau que significa “pessoa virtuosa”, este nasceu em 350 d.C., em Patara, uma cidade com um porto movimentado.
Nicolau
pertencia a uma família abastada e, segundo a lenda, cedo deu sinais da sua
bondade. Uma das histórias mais conhecidas sobre a sua generosidade relata que,
ao saber que na sua cidade um homem bastante pobre estava decidido a encaminhar
as suas três filhas para a prostituição, já que não tinha dinheiro para lhes
dar um dote, Nicolau decidiu deixar às escondidas um saco cheio de ouro para a
filha mais velha, já que esta estava em idade de casar e logo era a que
necessitava mais do dote. Nicolau repetiu o ato por mais duas vezes, ou seja,
sempre que uma das filhas atingia a idade para casar. Segundo a mesma lenda,
Nicolau colocava o saco dentro da casa pela chaminé, onde secavam algumas meias
(daí o hábito das crianças, em alguns países, deixarem meias na chaminé à
espera dos presentes).
Os pais de Nicolau morreram cedo. Então, por recomendação de um tio, que o aconselhou a ir visitar a Terra Santa, Nicolau decidiu viajar até à Palestina e depois ao Egipto. Durante a viagem, houve uma tempestade, que segundo a lenda, acalmou milagrosamente, quando Nicolau começou a rezar com toda a sua Fé. Foi este episódio que o transformou no padroeiro dos marinheiros e pescadores.
Os pais de Nicolau morreram cedo. Então, por recomendação de um tio, que o aconselhou a ir visitar a Terra Santa, Nicolau decidiu viajar até à Palestina e depois ao Egipto. Durante a viagem, houve uma tempestade, que segundo a lenda, acalmou milagrosamente, quando Nicolau começou a rezar com toda a sua Fé. Foi este episódio que o transformou no padroeiro dos marinheiros e pescadores.
Quando
voltou da sua viagem, decidiu que não queria viver mais em Patara e mudou-se
para Mira, onde viveu na pobreza, já que tinha doado toda a sua herança aos
mais pobres e desfavorecidos.
Quando anos mais tarde o bispo de Mira morreu, os
anciões da cidade não conseguiam decidir quem seria o seu sucessor, já não
sabendo o que fazer os anciãos decidiram pôr o problema nas mãos de Deus.
Segundo a lenda, nessa mesma noite o ancião mais velho sonhou com Deus, e Este
dizia-lhe que o primeiro homem a entrar na igreja no dia seguinte seria o novo
bispo de Mira. Como Nicolau tinha já o hábito de se levantar cedo para ir rezar
à igreja, foi o primeiro homem a entrar nela e logo foi indicado bispo.
S.
Nicolau morreu a 6 de Dezembro de 342. Em meados do século VI, o santuário onde
este foi sepultado transformou-se numa nascente de água. Em 1087, os seus
restos mortais foram transferidos para a cidade de Bari, na Itália., que se
tornou num centro de peregrinação em sua homenagem. Milhares de milagres foram
creditados como cedo sua obra, atualmente S. Nicolau é um dos Santos mais
populares entre os cristãos e milhares de igrejas por toda a Europa receberam o
seu nome (só em Roma existem 60 igrejas com o seu nome, na Inglaterra são mais
de 400).
As renas
do Pai Natal
O Pai Natal tem muitas
renas, que treinam todo o ano, mas na Noite de Natal usa só oito.
Chamam-se: Dasher, Dancer, Prancer, Vixen, Comet, Cupid, Blitzen e Donder.
Chamam-se: Dasher, Dancer, Prancer, Vixen, Comet, Cupid, Blitzen e Donder.
A rena chamada Rudolph, de
nariz encarnado, só apareceu em 1949 por causa de uma música de um
norte-americano (Gene Autry) chamada: "Rudolph the Red-nosed
Reindeer" (Rodolfo, a Rena de Nariz Vermelho).
As cartas ao Pai Natal
Cartas para santos ou de
cunho religioso são uma prática existente desde a antiguidade, mas apenas a
partir do século passado surgiu no mundo o ato de enviar cartas ao Pai Natal
como um cunho familiar, ou seja, os pais da criança leem as cartas dela, e
com a condição de serem bem comportadas durante o ano, recebem o presente como
sendo de autoria do Pai Natal.
Os correios dos
países escandinavos também têm programas parecidos,
mas preparados para correspondências de todo o planeta, uma vez que a Lapônia
é terra dada como sendo oficialmente da origem do Pai Natal. Na Finlândia
inclusive, todas as cartas dirigidas a Pai Natal ou Santa Claus e
com endereço Lapônia ou Pólo Norte são direcionadas para a
agência em Rovaniemi
(capital da província laponesa), e segundo a própria agência, o endereço
correto é: Santa Claus, 96930, Círculo Polar, Finlândia. As cartas
recebidas com remetente recebem uma resposta em oito idiomas
diferentes.
Santa Claus
96930Círculo Polar
Finlândia
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