terça-feira, 29 de outubro de 2013

O dia que a Biblioteca inundou...

Parece um livro de José Fanha...
Gostaríamos de agradecer ao pai da Sofia Nascimento o esforço na limpeza da Escola, depois da inundação. Foi o único pai que pegou na vassoura e ajudou a retirar a água de dentro da Escola.
O herói do dia: Sr. Ricardo Nascimento.
As fotos foram tiradas após a limpeza...

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

a história do dia - "A surpresa de Handa"

A Semana da Alimentação Saudável chega ao fim mas para o ano à mais. Hoje é a vez da fruta ser a protagonista.
 
 
 

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Vantagens da Leitura

Vantagens da Leitura

- Mãos no ar - gritou o caçador para a lebre.
- Qual quê! Toca mas é a correr...
- Pára ou eu disparo - voltou a avisar o caçador.
Pois sim! Pernas para que vos quero...
Vai daí, o caçador disparou. Disparou, mas não acertou. Foi a sorte da lebre.
De moita em moita, rasteirinha, a lebre chegou, quase sem fôlego, à toca da família.
Pânico geral entre os parentes.
- Não posso acreditar - dizia a bisavó. - Aqui nunca houve caçadores.
- Nem o velho Hipólito os consentia, nos arredores da herdade - acrescentava a avó.
Assim em paz tinham vivido há gerações, mas o que não sabiam era que o dono da herdade já morrera. Também não sabiam que os filhos do senhor Hipólito, pouco dados à vida do campo, tinham vendido toda aquela imensidão de terra a um clube de caçadores.
- Ninguém nos avisou - protestaram as lebres.
Por sinal que tinham sido avisadas. Se as lebres soubessem ler, teriam lido no jornal da terra o anúncio da venda. Também um edital, pregado no tronco de um sobreiro, à entrada da herdade, noticiava a mudança de proprietário.
Finalmente, vários letreiros, onde estava escrito TERRENO DE CAÇA, espalhados um pouco por toda a parte, informavam que aquele território deixara de ser seguro para lebres e coelhos.
Foi a partir deste incidente que as lebres decidiram todas aprender a ler. E, já agora, mudar para um sítio mais sossegado.
 
por António Torrado

terça-feira, 15 de outubro de 2013

História do dia - A Sopa de Pedra

Na semana da Alimentação Saudável fica aqui o ingrediente secreto da "Sopa de Pedra".


José Eduardo Agualusa vence Prémio Literário Fernando Namora

O escritor angolano José Eduardo Agualusa venceu o Prémio Literário Fernando Namora, atribuído pela Estoril Sol, no valor de 15 mil euros.
José Eduardo Agualusa foi distinguido com o Prémio Literário Fernando Namora pelo romance «Teoria Geral do Esquecimento», editado em 2012, que fala de uma mulher portuguesa em Luanda, na véspera da proclamação da independência.

O júri da 16.ª edição do prémio foi presidido por Vasco Graça Moura e integrado por Guilherme D´Oliveira Martins, José Manuel Mendes, Manuel Frias Martins, Maria Carlos Gil Loureiro, Maria Alzira Seixo, Liberto Cruz, Nuno Lima de Carvalho e Dinis de Abreu. A distinção foi atribuída a José Eduardo Agualusa devido à «escrita ágil e pelo «apurado estilo literário de ficção».

Membro da União dos Escritores Angolanos, o autor colabora com publicações portuguesas e angolanas e é realizador do programa «A Hora das Cigarras», sobre a cultura africana, emitido pela RDP África.
 
 
 
 
 
 
(c) PNN Portuguese News Network
14-10-2013

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

História do dia :O dia em que a barriga rebentou


O livro de José Fanha contada e ilustrada pelos alunos do 3.º e 4.º anos da EB de Praia de Mira.

Provérbios vs Desenho

Está oficialmente aberta a Semana da Alimentação Saudável com a proposta de ilustrares um provérbio relacionado com a alimentação. Os provérbios estão no cartaz da Biblioteca Escolar.


sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Semana da Alimentação Saudável

Na próxima semana, festejamos a semana da Alimentação Saudável.
 
A BE terá dominós dos alimentos, sopa de letras, palavras cruzadas e muito mais.
 

Mais uma vez, e como sempre, estamos abertos a sugestões e a atividades propostas pelos encarregados de educação.

História do dia - Minorcas e Maiorcas

Por António Torrado

Minorcas e Maiorcas
Era o mais pequeno da escola e chamavam-lhe Polegarzinho. Ele, que era Paulo de nome, não gostava. Com razão. E, sempre que podia, repontava:
- Sou Paulo, ouviram, seus idiotas?
Isto era dito com cara de poucos amigos. Na verdade, não tinha nenhum. Os mais altos e os menos altos embirravam com ele, porque se dizia que o Paulo Polegarzinho tinha mau feitio.

Claro que se fossem eles a ser alcunhados de Polegarzinho, Minorca, Meia Leca, não haviam de gostar.
Até que apareceu na escola um outro menino do tamanho do Paulo, se não mais pequeno ainda.
A professora perguntou-lhe:
- Como te chamas?
- Mindinho, minha senhora - respondeu o moço, a rir.
Toda a aula se riu com ele. Até a professora.
O Mindinho, que também se chamava Pedro, era um miúdo feliz. À sua volta, espalhava alegria. Só de olhar para ele, um pitorrinho remexido e sempre risonho, ficava uma pessoa bem- disposta. Nem se reparava se era ou não o mais curto da aula.
O Paulo Polegarzinho que, a princípio, o achava uma migalha insignificante, ainda mais baixo do que ele, começou a chegar-se ao recém-vindo, com uma invencível curiosidade, daquelas de carregar o sobrolho.
- Tu não te importas de ser Mindinho? - perguntou-lhe o Polegarzinho.
Estava à vista que não se importava. Até tirava partido.
- Sou o Mindinho - dizia ele -, mas estou a estudar para fura-bolos
. E tu, ó Polegarzinho, não queres vir a ser o Meu Vizinho?
O Paulo Polegar queria, mas acanhou-se. Ainda esteve um tempo a observar o parceiro, a avaliar-lhe os dons que o tornavam o mais popular da aula.
Acabou por alinhar no jogo. Quando um dos altarrões lhe perguntava:
- Como é que se está aí em baixo, Polegarzinho?
- Mal, muito mal - respondia ele.
- Porquê?
- Porque, aqui em baixo, sei que cheiras mal dos pés e tu, aí em cima, não dás por isso.
Com estas e outras saídas, foi desarmando os mais matulões. E, se havia bulha, fintava-os com mais ligeireza do que muitos pesos-pesados.
Mindinho e Polegarzinho cresceram, mas o pulo que o Polegarzinho deu dele para fora, esse é que foi importante.
Graças ao exemplo do Mindinho, descobriu que, a rir, conseguimos sempre saltar por cima de nós próprios.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Que Grande Par de Botas


Por António Torrado 
Que Grande Par de Botas


Era uma vez um rato que morava num sapato. Um sapato velho, um sapato sem préstimo... Não estava mal de todo. Conheço ratos que nem em chinelo moram. Nem em sandálias. 
Mas este rato que morava num sapato tinha ambições. Queria uma casa mais desafogada, mais espaçosa. Queria mudar de um sapato para uma bota. 
Bem podia procurar. Onde é que se arranja, nos tempos de hoje, uma bota livre, de preferência calafetada contra o frio e a chuva, isto é, sem buracos na sola? Uma bota é um palácio. Um sonho... 
Pôs um anúncio: ?BOTA POUCO USADA PRECISA-SE PARA HABITAÇÃO". 
E não é que conseguiu?! Um velho coronel de cavalaria vendeu-lhe as botas. Muito em conta. 
O rato só precisava de uma, mas, já que se proporcionava ficar com as duas, não quis perder a ocasião. 
Talvez lá mais para diante, leve uma para a praia. Fico com uma casa de férias e a outra na cidade", pensou ele. 
Não era mal pensado, não senhor. Mas, como estava no Inverno, adiou o projecto. Por enquanto, havia que tratar da mudança. 
Foi à casa velha buscar os cacaréus e voltou aonde tinha deixado as botas. Pois sim, as botas... Onde é que elas já iam... 
Um mendigo mal calçado, assim que as vira, ali ao desamparo, cobiçara-se delas e levara-as. Que desolação para o pobre rato. 
Correu para o sapato, mas encontrou-o já ocupado por uma ratazana antipática. Não havia discussão possível. 
Desanimado com a sua pouca sorte, o rato enfiou-se por um cano e, segundo parece, emigrou. Dizem que andou lá por fora, a trabalhar, a economizar, a roer o pão que o diabo amassou. 
Voltei a encontrá-lo, há dias, numa sapataria. Nuns saldos. Estava muito entusiasmado a comprar umas galochas luzidias, daquelas com enfeites de metal, e enormes. Número 47, vejam bem! 
Este rato sempre teve a mania das grandezas.